| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. undatus |
O pica-pau-barrado, também conhecido como picapauzinho-chocolate, pica-pau-escamoso e ipecupinima, é uma ave amazônica da ordem dos Piciformes, da família Picidae.
Seu nome científico significa: do (grego) keleus = pica-pau verde; e do (latim) undatus, undata = ondulado, com marcações onduladas. ⇒ Pica-pau com marcações onduladas.
Mede aproximadamente de 20 a 23 centimetros; pesa cerca de 63 a 87 gramas. Uniformemente castanho com as partes inferiores, dorso, asas, uropígio e cauda barrados de negro e face inferior das asas amarelos; cauda anegrada, macho com faixa malar vermelha. Os juvenis se parecem com os adultos, mas têm a cabeça mais escura, e barras mais “pesadas” nas costas e no manto. O bico é principalmente amarelo-creme ou amarelo, enquanto sua base é azulada ou esverdeada. Os olhos são castanho-avermelhados, e as pernas são cinzentas.
Superficialmente semelhante ao Pica-pau-chocolate, porém este é maior e não apresenta marcas pretas no corpo e asas.
Possui três subespécies:
A taxonomia do picapauzinho-chocolate (Celeus grammicus) e do pica-pau-barrado (Celeus undatus) tinha sido tema de debate: estamos lidando com uma ou duas espécies aqui? Larissa Sampaio e seus colegas: Alexandre Aleixo, Horacio Schneider, Iracilda Sampaio, Juliana Araripe e Péricles Sena do Rêgo abordaram essa questão sequenciando o DNA (3 marcadores mitocondriais e 3 nucleares) de 57 espécimes e comparando o padrão de plumagem de 77 peles das duas espécies. As análises genéticas e morfológicas puderam distinguir entre as espécies propostas. Esses resultados sugerem uma separação muito recente e possivelmente incompleta (estimada em cerca de 50.000 anos atrás) dessas linhagens. Sendo assim, os autores concluem com base no estudo realizado, que o picapauzinho-chocolate e o pica-pau-barrado são melhor tratados como uma única espécie.
Explora cascas de árvores e termitários. Alimenta-se discretamente nos troncos e galhos das árvores e entre a folhagem, é visto forrageando em troncos de árvores, galhos e trepadeiras, desde o topo do dossel até as regiões intermediárias. Alimenta-se de insetos e suas larvas xilófagas, formigas, cupins, seus ovos e pupas. Também consome alguns frutos como os das embaúbas, sementes, bagas e seiva. Frequentemente forrageia em pequenos grupos familiares.
De Fevereiro à abril na Venezuela; temporada de final de maio a agosto nas Guianas; possivelmente um pouco mais tarde no Brasil. Escava seu ninho em troncos ou galhos de árvores e palmeiras mortas com 4 a 30 metros de altura, onde põe seus ovos brancos e brilhantes. O macho dorme durante a noite no ninho com os ninhegos.
Geralmente o celeus mais comum na floresta úmida de planície. Típico do nordeste da Amazônia, vive em bordas de matas de terra firme, mata ripárias ribeirinhas, campos arborizados e de várzea, vivendo também em capoeiras, matas secundárias e campos arborizados, ocorre na floresta tropical de várzea, principalmente abaixo de 1.000 m (3.300 pés) acima do nível do mar, floresta secundária e margens florestais, e às vezes visita árvores espalhadas em pastagens de savana. Também ocorrem em florestas mais baixas com solos arenosos. Vive solitário, aos casais ou em grupos familiares de 3 a 4 indivíduos e, as vezes em bandos mistos. Compete com o Aracari-negro por ocos usados como local de dormida estando o araçari, normalmente na posição de ladrão.
Mais frequentemente ouvido do que visto. Geralmente mais detectado pelo distinto chamado: um forte assobio “doíd-gôa”, “uit-koa” bem típico, também produz alguns outros chamados, incluindo uma série de notas metálicas “pring” ásperas. A espécie não tamborila muitas vezes. Tanto o macho quanta a fêmea tamborilam.
| Tamborilar | |
|---|---|
| Chamado |
Tem um alcance muito grande e uma população total presumivelmente grande, que pode estar diminuindo lentamente. A principal ameaça que enfrenta é a degradação de seu habitat florestal. Acredita-se que seu habitat esteja em declínio como resultado do desmatamento na floresta amazônica. É uma espécie residente, por vezes descrita como incomum, mas que pode ser em parte devido ao seu comportamento discreto. Parece tolerante a habitats secundários. Ocorre das Guianas ao alto Amazonas, Bolívia, Pará (rio Tocantins) e norte do Mato Grosso (alto Xingu) região do rio Branco e nos rios Negros e Amazonas até o Amapá; também no Maranhão, leste do Pará, de Belém ao baixo Xingu. Ssp. undatus: Venezuela, Guianas e Brasil ( norte do Amazonas e Rio Negro ). Ssp. amacurensis: Venezuela ( Delta do rio Amacuro ). Ssp. multifasciatus: Brasil ( sul do Amazonas, Pará, rio Tocantins e Maranhão ).